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Fazendeiro é condenado a mais de 13 anos de prisão por tentar matar ex-mulher e o atual dela no norte do Estado

 

O Ministério Público do Tocantins conseguiu, na sexta-feira, 28, a condenação de João Antônio Morais da Silveira por tentar matar duas pessoas: a ex-mulher e o namorado atual dela. O julgamento aconteceu no Tribunal do Júri de Araguatins e terminou com pena de 13 anos e quatro meses de prisão, que ele deverá começar a cumprir em regime fechado.

Quem fez a acusação no plenário foi o promotor Breno de Oliveira Simonassi, do Núcleo do Tribunal do Júri do MPTO. Os jurados aceitaram tudo o que o Ministério Público apresentou, reconhecendo que o crime aconteceu, quem foi o autor e todas as qualificadoras previstas em lei, que deixam a pena mais alta.

João Antônio foi condenado por duas tentativas de homicídio.  Para a ex-companheira, a pena ficou em 5 anos e 4 meses, já que os jurados reconheceram feminicídio e também o uso de recurso que dificultou a defesa dela.

Para José de Sousa Lima, atual namorado da mulher, a pena foi de 8 anos. Nesse caso, os jurados entenderam que o crime foi motivado por ciúmes considerado motivo fútil e que também houve uso de recurso que impediu defesa.

Como tudo aconteceu

O caso aconteceu em 2 de novembro de 2022, por volta das 19h, perto do cemitério de São Bento do Tocantins, no Bico do Papagaio.  Segundo a denúncia, o fazendeiro esperou a ex e o atual saírem do local e começou a segui-los com sua caminhonete.

No meio do caminho, ele jogou o veículo na frente do carro das vítimas e freou bruscamente para forçar a parada. Armado, desceu da caminhonete e atirou na direção do vidro do passageiro, mirando a ex-companheira.

Confronto e tiro no abdômen

Após os primeiros tiros, José saiu do carro para tentar impedir o agressor. Os dois entraram em luta corporal e, durante o confronto, José acabou levando um tiro no abdômen.  Ele passou por cirurgia e ficou internado em estado grave por oito dias.

O crime não terminou em morte porque um funcionário do próprio João Antônio interveio e conseguiu tomar a arma dele.

João Antônio foi condenado, mas a defesa ainda pode recorrer da decisão para instâncias superiores.

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