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Prefeito, secretário e esposa viram réus por suspeita de contratos irregulares de quase R$ 190 mil

 

A Justiça deu andamento a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) contra o prefeito de Oliveira de Fátima, Nereu Fontes da Luz (PP), o secretário municipal de Comunicação, Felipe Nunes Cabral, e a esposa dele, identificada como sócia de uma empresa contratada pelo município.

De acordo com a 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional, o prefeito é acusado de ter favorecido a empresa em processos de contratação considerados ilegais, o que teria gerado prejuízos aos cofres públicos.  A investigação aponta que a esposa do secretário recebeu valores de forma irregular por meio da empresa, enquanto Felipe Cabral teria participado diretamente do esquema.

Empresa beneficiada

A ação, protocolada em maio, destaca que a empresa foi criada logo no início da atual gestão e, até 2024, recebeu aproximadamente R$ 189 mil em contratos sem a realização de licitação. Ao aceitar a ação, a Justiça entendeu que há indícios suficientes para que as denúncias sejam analisadas com mais profundidade no processo.

O que prevê a lei

A Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992) prevê punições a agentes públicos e pessoas envolvidas em fraudes contra a administração. Entre as penalidades estão perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, devolução de valores e aplicação de multa.

Sobre o gestor e a cidade 

Com cerca de 1,2 mil moradores, Oliveira de Fátima é a cidade menos populosa do Tocantins e uma das menores do Brasil.  O atual prefeito é policial civil de carreira, já exerceu quatro mandatos como vereador, foi vice-prefeito e está no segundo mandato como gestor municipal.

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